De Ribeirão Pires
De acordo com o projeto do trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, que teve suas obras iniciadas no dia 21 de dezembro passado, em Ribeirão Pires , no ABC paulista e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), apenas os municípios de Suzano, Itaquaquecetuba e Arujá, terão acesso à nova rodovia. As licenças ambientais para a construção de viadutos sobre os rios Tietê e Guaió já foram liberadas. O investimento será de R$ 2,8 bilhões - aplicados na construção, desapropriações, reassentamentos e projetos ambientais. Outros R$ 2,4 bilhões serão destinados a operação, conservação e obras de ampliação nos Trechos Sul e Leste ao longo dos próximos 35 anos.
O traçado do Trecho Leste corta seis municípios: Ribeirão Pires, Mauá (no ABC), Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá, no Alto Tietê. Os acessos serão nos seguintes pontos: final do Trecho Sul, junto à interligação com Avenida Papa João XXIII, em Mauá; SP 66, em Suzano; Rodovia Ayrton Senna (SP-70), em Itaquaquecetuba; e Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Arujá.
"Esta obra ficará pronta em 30 meses, ou seja, em março de 2014 e está começando um mês antes do previsto. Foram grandes cuidados ambientais na área das várzeas do Tietê e do Rio Guaió, inclusive ela não mexe em terra: teremos 11 quilômetros praticamente de viadutos e baixa altitude, muitas inovações em termos de engenharia", afirmou o governador.
Segundo informações da Coodenadoria de Comunicação do Governo do Estado, as obras deste novo trecho devem gerar 3,5 mil empregos diretos e 14 mil indiretos. Com 43,5 quilômetros de extensão, o trecho integra uma importante ligação entre as principais rodovias que passam pela Região Metropolitana de São Paulo. A previsão é que a obra seja entregue em março de 2014, prazo estimado de 30 meses de execução.
Nessa etapa inicial, serão produzidas, no próprio canteiro de obras, as peças pré-moldadas, como vigas e outras peças de concreto usinado, fundamentais para a construção da rodovia. A implantação do Trecho Leste demanda mais de 12 mil vigas, o que resulta na média de produção de 12 vigas por dia. Ao todo, o projeto contempla 16,8 quilômetros de pontes e viadutos, além de um quilômetro de túnel.
O Trecho Leste deve receber, diariamente, mais de 24 mil veículos. Estima-se que entre 60% e 70% desse fluxo seja de veículos pesados. Por isso, sua importância não só para o desenvolvimento econômico do Estado, mas também para o trânsito da Região Metropolitana de São Paulo, que deixará de receber tráfego com origem e destino nos sistemas rodoviários interligados pelo Rodoanel. Em conexão com o Trecho Sul e o Sistema Anchieta-Imigrantes também viabiliza uma ligação mais rápida e eficiente com o Porto de Santos e com o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
O Rodoanel Mário Covas (SP-21) é uma obra fundamental para desafogar o intenso tráfego da região metropolitana, principalmente de caminhões. Dividido em quatro trechos, ele redefine a plataforma logística rodoviária de radial para anelar, interligando 10 rodovias que chegam à capital do Estado: Fernão Dias, Dutra, Ayrton Senna, Anchieta, Imigrantes, Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhangüera e Bandeirantes. (Foto: Divulgação)

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